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Conceito de fonologia

A fonologia é um ramo da linguística que estuda os elementos fónicos, tendo em conta o seu valor distintivo e funcional. A fonética trata de estudar a natureza acústica e fisiológica dos sons, ao passo que a fonologia descreve o modo mediante o qual os sons funcionam a um nível abstrato ou mental.

Os especialistas chamam de pares mínimos às palavras opostas, isto é, com significados diferentes, que apenas diferem uma da outra num único som. Dois pares mínimos diferem na sua representação fonêmica subjacente em pelo menos um fonema. A título de exemplo, citaremos as palavras “rasa” e “casa”, ou ainda “vaca” e “faca”.

Convém destacar que um fonema se caracteriza por uma série de traços fonéticos embora a sua pronunciação concreta dependa do contexto que estabelece os seus outros traços fonéticos relevantes. Em todas as línguas, a maioria dos fonemas encontram-se sub-especificados.

Entre os principais traços fonéticos que são tidos em conta para distinguir fonemas, destacam-se a sua consonanticidade (segmentos consonânticos), a sua silabicidade, a sua sonoridade e aspiração, o seu modo de articulação e o seu ponto ou a sua zona de articulação.

Na transcrição fonética, o sistema mais utilizado é aquele que é proposto pela Associação Internacional de Fonética, que criou, em 1886, um Alfabeto Fonético Internacional para a estandardização (normalização) dos símbolos gráficos usados para descrever a pronunciação de qualquer língua humana

Este alfabeto consta de um conjunto básico de signos, os quais se complementam com signos diacríticos, possibilitando assim uma grande variedade de combinações possíveis, capazes de representar um importante número de subtilezas articulatórias.

No português do Brasil, a fonologia é importante para se realizar o estudo de funções como: classificação das palavras de acordo com a posição da sílaba tônica, para definir a agrafia e a acentuação e também para que se façam as regras de divisão silábica.

Classificação das palavras de acordo com a posição da sílaba tônica:

– Oxítonas: a silaba tônica é a última na palavra, tais como: escarcéu, ditará, colherá;

– Paroxítonas: aqui a silaba tônica é a penúltima na palavra, tais como: bancário, secretário, entre outras;

– Proparoxítonas: por fim há as proparoxítonas que é quando a sílaba tônica é aquela antepenúltima de uma palavra, tais como: plástica, mágica, exército.

 

Definir a agrafia e a acentuação:

– Fazendo o emprego das letras S e Z ou de G e J, mas também de S, Ç e X e de X e Ch;

– Também fazer o emprego dos dígrafos Xc, Xs, Sc e Sç;

– Para o emprego de Z, H, O e U;

– Acento gráfico (que serve para a marcação de silabas tônicas de certas palavras);

– Acento prosódico: há esse acento em todas as palavras que contam com duas silabas ou mais.

 

Para as regras da divisão de sílabas:

Aqui a fonologia atua no estudo da função de divisão silábica. A divisão silábica acontece através da soletração, onde se mostra o som das letras que compõem a sílaba (usa-se o hífen para fazer a separação das sílabas). Dentre as regras para a divisão silábica está a de nunca separar os dígrafos, ditongos, tritongos e nem os encontros consonantais (aqueles compostos por consoante + r e por consoante + l e nunca se separam também as consoantes que não são seguidas por vogais.