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Conceito de niilismo

Niilismo é um termo que deriva do vocábulo latim “nihil”, que significa “nada”. É a negação de todo e qualquer princípio religioso, social e político. O termo ficou célebre pela mão do romancista Ivan Turgenev e do filósofo Friedrich Heinrich Jacobi. Com o tempo, passou a ser usado como forma de paródia às gerações mais radicais e para caracterizar aqueles que não têm sensibilidade moral.

O niilismo é uma posição filosófica que nega os dogmas. Sustenta que a existência humana não tem, objetivamente, qualquer significado nem propósito essencial. Posto isto, opõe-se a tudo quanto pregue uma finalidade desprovida de explicação verificável.

Os niilistas pretendem ignorar preconceitos e levar uma vida de diversão, com opções de realização que não estejam ligadas a coisas consideradas inexistentes. É importante ter em conta que o niilismo não é uma questão de pessimismo nem de falta de fé mas, como nega qualquer dogma, trata-se antes de uma posição aberta a infinitas opções.

É hábito os filósofos distinguirem o niilismo positivo e ativo, que propõe novas alternativas, do niilismo negativo ou passivo, que reside em ideias de negligência e de destruição.

Enquanto expressão política, o niilismo está relacionado com o anarquismo, tendo em conta que rejeita as hierarquias, a autoridade e o domínio do homem sobre o homem.

Em alguns países, como a Rússia, o movimento niilista cultural esteve na origem de grupos anarquistas políticos que lutaram pela abolição do Estado.

Desse modo, o niilismo prega que a vida não possui nenhum propósito ou significado. Logo, acredita-se que o ser é algo subjetivo, não havendo nenhuma fundamentação metafísica para a razão da existência dos seres humanos. E essa concepção crê que não há verdades que sejam absolutas e que sirvam de alicerce para hábitos, tradições ou para a moral.

Esse termo, logo, é utilizado de distintas maneiras. Alguns estudiosos o taxam de ser um termo negativo, o associando a destruição e pessimismo, algo que nega princípios relacionados com política ou religião, enquanto outros o descrevem como algo que pode levar a libertação do homem, caso seja analisado com cuidado.

Há o que se intitula de niilismo existencial que é o pensamento atrelado a corrente francesa do existencialismo, tendo como estudiosos que o referenciam: Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e Albert Camus.

Para Beauvoir, Sartre e Camus a vida se baseia no nada, não havendo propósito ou sentido algum. Desse modo, cabe a cada indivíduo aceitar isso e se tornar o responsável pela construção de sua vida.

O filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche propõe através do niilismo o que chama de “ausência de sentido” que é ligado ao conceito de “Super-Homem”. E isso é descrito como nascido da “morte de Deus”, onde o indivíduo liberta-se também da chamada moral de rebanho.

E ainda de acordo com o filósofo, tanto valores quanto o poder, que são conceitos atrelados a instituições políticas, sociais e religiosas, passam a não mais existirem. E disso nasce um ser humano que é livre e desprendido de qualquer crença, realizando as suas próprias escolhas.

Por outro lado, o niilismo é, muitas das vezes, associado ao punk, que é um movimento musical e cultural que defende a autogestão, que critica a Igreja critica e que se opõe ao consumismo.