Conceito.de

Conceito de pagão

O termo pagão provém do latim pagānus, que significa “aldeão”. Trata-se de um adjetivo utilizado para fazer referência aos politeístas (crença em vários deuses) e aos idólatras, e a qualquer infiel que não tenha sido batizado.

O conceito começou a ser utilizado pelos cristãos do século IV parar se referir àqueles que negavam o monoteísmo e as Sagradas Escrituras. Pelo contrário, os pagãos costumavam crer em mais de um deus e realizavam rituais e práticas de veneração que eram reprovados pelos cristãos e pelos judeus por serem considerados como idolatrias (a adoração de uma imagem).

A religião cristã define que a pessoa que adora outros deuses (os quais chamam de deuses falsos) é uma pessoa pagã. E eles também descrevem que as religiões pagãs desviam as pessoas para o pecado da idolatria (adoração de ídolos, de imagens).

Os pagãos, geralmente, eram pessoas que pertenciam a outros povos, sendo que esses não adoravam o Deus de Israel. E quando israelitas desviavam a sua adoração do Deus de Israel, então eles se viravam para deuses pagãos.

Os que iam atrás dos deuses pagãos, geralmente, buscavam poder e liberdade.

Crê-se que a palavra “pagão” foi inicialmente usada no âmbito religioso no que diz respeito às práticas de adoração dos deuses que se mantinham na vida rural quando as cidades já se tinham convertido ao cristianismo.

Alguns rituais pagãos ainda se preservam hoje em dia, quer combinados com crenças cristãs, quer através da defesa e da revalorização de outras culturas. O Dia dos Mortos é um destes exemplos. Convém destacar que, de alguma forma, todos os rituais do cristianismo têm por base algum rito pagão, já que se instauraram em momentos onde se tentava converter os pagãos e, por conseguinte, se mantiveram com modificações as suas práticas. Há quem diga que até o Natal foi estabelecido no calendário segundo um rito pagão (rito de adoração/culto ao sol).

Foi na Idade Média, quando aconteceu a evolução do paganismo para a religião cristão, onde a religião cristão se tornou oficial e, por tanto, qualquer romano que continuasse fiel as suas antigas religiões politeístas eram considerados como pagãos se eles não se convertesse ao cristianismo.

Nos dias atuais, o termo pagão ou paganismo tem sido erroneamente aplicado, tendo até mesmo sido usado como sinônimo de politeísmo (um erro). Inclusive, o termo é empregado de forma equivocada para descrever aqueles que são ateus.

Contudo, existem pessoas que não são batizadas que são cristãs e que são tanto judeus quanto islamitas (monoteístas) e essas nunca poderiam ser consideradas como pagãs.

Outro ponto é sobre o uso do termo para descrever ateus, sendo esse um equívoco, dado que ateus não acreditam em divindades, por tanto, não podem ser descritos como pagãos.

Os etnólogos acreditam que o termo paganismo é algo impreciso e, por isso, eles preferem usar outros como: xamanismo, panteísmo, animismo e politeísmo.

Em sentido figurado, diz-se daquilo que segue (ou não) determinados princípios religiosos considerados verdadeiros.