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Conceito de paludismo

O paludismo é uma doença provocada por um parasita que afecta o ser humano através das picadelas de certos mosquitos. Esta doença, que também se conhece como malária, provoca febre, cefaleias (dores de cabeça), tosse, fraqueza muscular, vómitos, problemas hepáticos e renais, alterações no sistema nervoso central (SNC) e outros transtornos que podem levar à morte.

Essa doença pode também causar olhos e pele amarelados, dores musculares, suor e também calafrios. No entanto, esses sinais separados podem ser difíceis de serem usados para identificar o paludismo, assim, se por acaso uma pessoa sentir quaisquer um desses, é recomendado que busque um médico para um correto diagnóstico e tratamento. E isso é ainda mais agravante se por acaso a pessoa estiver em locais onde a malária é mais frequente, tais como África e na região amazônica.

As estatísticas mais pessimistas indicam que cerca de dois milhões de pessoas morrem cada ano por causa do paludismo. A maioria dos falecimentos corresponde a crianças que vivem no continente africano.

Diversas espécies de um protozoo conhecido como Plasmódio são as responsáveis por produzir o paludismo. O vector que contagia o ser humano é a fêmea do mosquito que pertence ao género Anófeles. Outras possíveis formas de contágio, para além das picadelas deste insecto, são as transfusões de sangue e a transmissão mãe-filho através da placenta.

Um dos mecanismos mais efectivos para reduzir a propagação do paludismo, portanto, consiste em combater este mosquito (através de fumigações, da eliminação da água estancada que constitui o seu habitat de desenvolvimento, etc.). Existem, por outro lado, várias vacinas no desenvolvimento, já que ainda não foi descoberta nenhuma que fosse completamente efectiva.

Quando o Plasmodium se encontra no organismo, após a infecção, então ele segue até o fígado e lá se multiplica, depois disso ele atinge a corrente sanguínea invadindo e rompendo com os glóbulos vermelhos, então veem sintomas como náuseas, vômito, calafrios, febre, dores musculares, cefaleia, etc.

O paludismo ou malária tem cura, contudo requer um tratamento o quanto antes, já que o tardar desse pode ocasionar num agravamento da doença para um quadro que gera complicações sérias (como anemia, insuficiência renal ou problemas no cérebro) e onde a chance de morte são maiores.

O paludismo ou malária sempre requer exames de laboratório ou de imagem para um diagnóstico.

A malária ou paludismo tem seu tratamento com o uso de medicamentos antimaláricos, a exemplo disso tem-se: Artemeter, Cloroquina, Lumefantrina, Primaquina, entre outros. Esses medicamentos atuam fazendo a destruição do Plasmodium e barrando a sua transmissão.

Outra coisa sobre o tratamento dessa doença é que a duração do tratamento, tipos de medicamentos e doses são prescritos pelo médico, segundo a idade, gravidade da doença e as condições do paciente. Cabendo ainda dizer que no caso de gestantes, bebês e crianças há um tratamento especial.

Uma vez diagnosticada a malária, o médico indicará qual é o tratamento indicado para o paciente consoante a forma adquirida pela doença. É provável que o profissional receite diversos fármacos, seja por via oral, seja por via intravenosa, como a cloroquina ou a quinidina.