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Conceito de patologia

O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora menciona duas acepções referentes ao termo patologia: pode referir-se, por um lado, à parte da medicina que estuda as doenças e, por outro, ao conjunto dos sintomas de uma doença (ao estado de saúde considerado anormal). Neste sentido, a palavra não deve ser confundida com nosologia, que é a descrição e a sistematização das doenças.

O termo “patologia” vem do grego “pathos” (que significa “doença”) e “logia (que significa estudo ou ciência).

A patologia é responsável pelo estudo das doenças na sua mais ampla acepção, nomeadamente os processos anormais de causas conhecidas ou desconhecidas. Para comprovar a existência de uma doença, é verificada a existência de uma lesão nos seus níveis estruturais, é evidenciada a presença de um microorganismo (vírus, bactéria, parasita ou fungo) ou adverte-se na eventualidade de vir a alterar-se algum dos componentes do organismo.

Os especialistas em patologia podem dividir-se em patologistas clínicos ou anatomopatologistas. Os patologistas clínicos especializam-se no diagnóstico através das análises próprias dos laboratórios clínicos. Os anatomopatologistas, no que lhes diz respeito, dedicam-se ao diagnóstico com base na observação morfológica de lesões.

Existem outros conceitos vinculados à patologia, nomeadamente a etiologia (o estudo das causas das doenças) e a patogenia (a série de alterações patológicas, à excepção das causas que as originam). A patogenia pode ser estudada do ponto de vista funcional (tal como faz a fisiopatologia) ou morfológico (a patologia geral). Ambos complementam-se para uma melhor compreensão da patogenia.

Deve-se ter em conta que as causas da doença podem ser reconhecidas pelos métodos da morfopatologia só ocasionalmente. A patologia geral é uma morfopatologia que consiste no estudo dos aspectos morfológicos da patogenia.

Há ainda o que é conhecido como “patologia especial”. Essa patologia trata-se da que estuda as doenças, fazendo um agrupamento delas por meio de um órgão ou, ainda, de um sistema, por exemplo: a patologia da cavidade oral e a patologia do sistema respiratório. A patologia especial pode também agrupar as doenças com base em seus mecanismos etiopatogênicos, nisso alguns exemplos seriam: patologia das doenças que são produzidas por fungos, por radiações, entre outras.

Mas a patologia especial também recebe o nome de “Anatomia Patológica Especial” ou, ainda, de “Anatomia Patológica” e isso mais nos currículos de graduação em medicina.

É importante relatar que a anatomia patológica faz a análise das alterações que a doença causa nas amostras de tecido e de células. Do mesmo modo que a patologia clínica, a anatomia patológica precisa que sejam feitos estudos adequados para que seja identificada a doença (como um câncer, por exemplo) e garante que o paciente seja direcionado para um tratamento ideal.

Em resumo, a patologia é algo essencial para que os médicos consigam fazer um correto diagnostico do que acomete o paciente.

Há ainda o que é chamado de “citopatologia” que é aquela que, nos casos patológicos, estuda as células e suas alterações morfológicas. No que diz respeito ao exame citopatológico, ele abrange a realização de uma avaliação morfológica celular determinante com o objetivo de se detectar, por exemplo, uma malignidade ou pré-malignidade e quando isso se associa a um determinado quadro clínico, então que o médico direcione adequadamente o paciente para o tratamento que lhe é necessário.