Conceito de preconceito


Nov 18, 12

O preconceito é a acção e o efeito de formar um julgamento sem razão objectiva e de forma antecipada. Trata-se, por conseguinte, de uma opinião que é dada sobre algo ou alguém sem fundamento ou análise crítica, o que acontece quando se conhece mal ou não se conhece de todo essa coisa/pessoa.

Por exemplo: “Achar que todos os Árabes são fundamentalistas sem sequer ter ido à Asia é um preconceito”, “Deixa-te de preconceitos e anima-te a usar camisas coloridas”, “Sempre jurei para mim mesmo que nunca teria qualquer caso amoroso com uma mulher de outra cultura, mas não passava de preconceitos”.

Posto isto, os preconceitos formam-se a partir de opiniões que surgem antes de julgar a determinação das evidências/provas. Noutros termos, um preconceito é uma crítica que se realiza sem ter suficientes elementos prévios para a fundamentar. Se uma pessoa que nunca tenha estado em França disser que os Franceses são pouco afectuosos e frios na forma de tratamento, estará a emitir um preconceito e a reproduzir um estereótipo.

Estas formas de pensar inserem-se, por assim dizer, na discriminação. Os preconceitos tendem a ser negativos (repugnar algo ou alguém antes de ter o conhecimento suficiente para o julgar com motivos) e gerem a divisão entre as pessoas: se um sujeito estiver convencido de que “fulano de tal” é má influência, não se aproximará do mesmo, nem sequer para o conhecer e averiguar se tem ou não razões para achar isso dele.

Para a psicologia, os preconceitos cognitivos são distorções que alteram a forma como as pessoas encaram a realidade. Vários destes processos foram verificados de forma empírica pelos científicos. Os preconceitos levaram a Igreja Católica a refutar/negar, em seu tempo, provas científicas que comprovavam que a Terra girava em torno do sol, entre muitas outras.