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Conceito de psicologia industrial

Do grego psico- (“alma”, “atividade mental”) e -logía (“estudo”), a psicologia é a ciência que estuda os processos mentais nas suas três dimensões: cognitiva, comportamental e afetiva.

Com o tempo, a psicologia foi-se dividindo em diversos ramos e especializações. A psicologia científica, por exemplo, procura medir/avaliar o mental em termos quantitativos e estabelecer ligações entre o psicológico e o físico.

A psicologia social (estuda de que forma os processos psicológicos determinam a forma como funciona a sociedade e como os processos sociais incidem na psicologia humana), a psicologia educacional (analisa a aprendizagem humana), a psicologia do desporto (estuda o comportamento durante a atividade desportiva), a psicologia do desenvolvimento (as alterações de comportamento ao longo do tempo), a psicologia infantil (o comportamento da criança) e a psicologia jurídica (os fenómenos psicológicos que incidem nas condutas jurídicas) são outros dos respectivos ramos.

A psicologia industrial, por sua vez, é a disciplina que visa selecionar, formar e supervisionar os trabalhadores com o intuito de melhorar a eficácia (o rendimento) no trabalho. Esta especialização analisa, portanto, o comportamento humano no âmbito da indústria e do mundo dos negócios.

Há como fundamento na psicologia industrial que as empresas geram impacto, que elas influenciam no modo de agir das pessoas. E isso vale tanto para os funcionários como também dos clientes.

Para levar a cabo as suas tarefas, a psicologia industrial tende a dividir as pessoas consoante sejam trabalhadores operários (mão-de-obra), administradores ou consumidores. Desta forma, tem condições para prestar atenção às particularidades dos comportamentos dessas pessoas de acordo com o objetivo que têm no universo comercial.

A psicologia industrial surgiu após a Segunda Guerra Mundial, para tratar do bem-estar no trabalho e para estudar as motivações e as relações interpessoais dentro das organizações. Especificamente, esse tipo de psicologia surgiu durante a Revolução Industrial e naquele período ela tinha foco em processos voltados para a seleção de pessoas e também seleção de pesquisas no que dizia respeito a produtividade no ambiente de trabalho, com relação ao esforço delas. Mas foi em 1925 que ela começou a manter o foco no estudo das questões como a motivação, a comunicação e também o comportamento das empresas. Ou seja, foi a partir daí que ela começou a ser mais similar ao que temos no dia de hoje.

E conforme o tempo foi passando, tendo ainda alterações nas relações de trabalho, os profissionais tiveram que desenvolver outras habilidades para estarem aptos a atuarem nas organizações. E isso contribuiu para que a psicologia industrial agora fosse dividida em duas, sendo elas: a psicologia do trabalho e também a chamada psicologia organizacional.

É por isso que a psicologia industrial é também conhecida como psicologia organizacional (já que ela é uma vertente sua) e estuda os eventos psicológicos no tocante a gestão de recursos humanos numa empresa. Um exemplo disso seria se uma equipe ou mesmo apenas um dos funcionários estivesse apresentando um baixo desempenho num setor, então, por meio da psicologia industrial, se faria um levantamento para saber o que acontece e o que poderia ser feito para reparar esse problema existente.