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Conceito de saúde reprodutiva

A saúde reprodutiva (ou saúde sexual) é reconhecida como um direito na maioria dos países do mundo. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde reprodutiva é a condição de bem-estar físico, mental e social relacionada com o sistema reprodutor.

Por conseguinte, a saúde reprodutiva promove que as pessoas desfrutem de uma vida sexual satisfatória e segura e possam decidir se e quando querem ter filhos e com que frequência. Neste sentido, é um direito que assiste aos homens e às mulheres de estarem informados acerca do funcionamento dos seus próprios corpos e dos métodos anticoncepcionais existentes.

Desta forma, a saúde reprodutiva conta com diversos serviços e técnicas, incluindo a educação e os cuidados associados às doenças sexualmente transmissíveis.

Diversas estatísticas indicam que as gravidezes não desejadas correspondem a 50% do total, um número que incide na existência de abortos de alto risco e doenças venéreas de diferente tipo. Estima-se que, anualmente, morrem 600.000 mulheres devido a complicações obstétricas, o que não é suposto acontecer em países com adequados planos de saúde reprodutiva.

No Brasil, por exemplo, a rede pública de saúde fornece assistência tanto para indivíduos que queiram ter filhos quanto para aqueles que querem se prevenir de uma gravidez.

A saúde reprodutiva também inclui a detecção precoce de afecções ginecológicas através de exames como o auto-exame da mama, a mamografia e o teste do Papanicolau.

Quando se fala em saúde reprodutiva, é comum que o termo tenda a ser remetido à sexualidade, à saúde sexual, contudo ambos são termos distintos: enquanto a saúde sexual diz respeito a vida sexual do indivíduo e a como o sexo lhe proporciona prazer, além de abordar sobre as doenças provenientes de um sexo sem cuidados, por outro lado a saúde reprodutiva diz respeito aos cuidados e orientações quanto a gestação, estando relacionado ao gerar de filhos, além de doenças que digam respeito a isso.

Mas em boa parte das explicações ambos, saúde sexual e saúde reprodutiva, aparecerão como sinônimos.

O especialista que uma mulher deve procurar para tratar de problemas relacionados a sua saúde reprodutiva é o ginecologista, enquanto que o homem deve procurar um andrologista (e não um urologista como muitos fazem confusão, pois o urologista é tanto para homens quanto para mulheres, lidando com problemas no trato urinário).

Esses dois profissionais ajudam na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, orientam aqueles que iniciam uma vida sexual e também quem deseja gerar filhos, pois fornecem informações e passam exames para saber se a saúde sexual está bem. Sem contar que ainda avaliam os órgãos reprodutores: identificando problemas como dificuldade para urinar, dor nos rins e também dor ou desconforto durante a relação sexual.

Alguns grupos ligados ao fundamentalismo religioso, consideram que a saúde reprodutiva incentiva o assassinato infantil, uma vez que se opõem aos métodos contraceptivos e ao aborto sob quais forem as circunstâncias. Inclusive, consideram que a saúde reprodutiva é uma violação dos direitos humanos. Por outro lado, a ciência assegura que a saúde reprodutiva proporciona uma melhor qualidade de vida tanto para os pais como para os filhos.

A saúde reprodutiva é ainda importante para que a mulher tenha uma gestação saudável, sem riscos também para o bebê.