Conceito de virulência


Fev 14, 13

O termo virulência deriva do latim virulentĭa e designa a qualidade de virulento (maligno). O carácter nocivo e patogénico de um microorganismo, quer se trate de um vírus, de uma bactéria ou de um fungo, determina a sua virulência.

Noutros termos, a virulência relaciona-se com o grau de patogenicidade de um microorganismo, ou seja, a sua capacidade de causar danos (infecções). A resistência dos microorganismos aos antibióticos implica a sua maior ou menor virulência. Uma vez a virulência inibida, é caso para falar de organismos atenuados.
Com a vacinação (que produz anticorpos) pretende-se anular a virulência.

Noutra acepção, a virulência pode fazer referência ao estilo de um discurso ou de um texto. Quando alguém se exprime com ardor ou mordacidade, diz-se que fala com virulência. Exemplos: “Um presidente não deveria falar com tanta virulência sobre os seus opositores”, “A virulência do discurso surpreendeu os assistentes, que não estavam a contar ouvir semelhantes expressões”, “Desta vez, as palavras do treinador deixaram de lado a virulência, em busca de entendimento”.

A virulência do discurso tende a estar associada à violência ou ao ódio. Quem se expressa com virulência parece não ter limites no seu discurso, o que, muitas vezes provoca desconforto e desagrado no destinatário da mensagem, daí que a virulência é considerada como um defeito do discurso. Até porque se poderia dizer a mesma coisa, mas com outro tom ou estilo, sem causar repulsa na audiência imparcial.

Em suma, recorrer à virulência não é nada conveniente quando se pretende convencer alguém ou expor um argumento.