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Conceito de voodoo

Voodoo é o nome que recebe uma religião que tem as suas origens em África e que se foi desenvolvendo a partir do contato com o cristianismo dos escravos que eram trasladados para a Europa e para a América. Estas pessoas começaram a combinar as suas crenças com outros elementos e assim se foram forjando as particularidades do Voodoo.

Pelo seu conjunto de rituais e crenças, o Voodoo é definido como animista (confere alma a objetos) e teísta (conta com divindades). Os seus cultores creem no estado de trance como veículo para comunicarem com estas divindades e nos sacrifícios como oferendas.

Essa religião é comum na África Ocidental e também no Haiti (sendo nesse país caribenho uma religião oficial) e para o Brasil ela foi trazida pelos escravos.

Quando chegou no Brasil, essa matriz religiosa se misturou com outras práticas religiosas já existentes, tais como o catolicismo, onde o estado da Bahia foi o que mais teve influência com isso. E na Bahia recebeu-se o nome de candomblé jeje (o candomblé que cultua aos voodoos), enquanto que em outros estados como Maranhão e Amazonas recebeu-se o nome de “tambor de mina”. A cultura brasileira foi muito influenciada pelo voodoo.

É importante ter em conta que, devido ao sincretismo, o movimento que busca conciliar diferentes doutrinas, existem numerosas variantes do Voodoo, tendo-se mesmo desenvolvido religiões derivadas, como a umbanda e a santeria. Num sentido amplo, pode-se dizer que o Voodoo sustenta a existência de uma entidade que rege o universo sobrenatural, mas que não é acessível ao ser humano. Desta forma, os homens comunicam com esse universo mediante outras entidades que se conhecem como loas. Noutros termos, as loas são intermediários entre as pessoas e a principal entidade sobrenatural.

Cada loa é convocada e alabada de um modo diferente com rituais, danças e outras práticas. O Voodoo também contempla a participação de sacerdotes (houngan) que têm a capacidade de contatar as loas para que esses espíritos falem através destes.

Mas além do hougan, há ainda a condução do ritual feita por uma líder mulher, sendo essa chamada de “mambo”. E nessas cerimônias os participantes entram num estado de transe e os loas (que podem ser bons ou maus) são incorporados. Há ainda sacrifício de animais, onde os mesmos são consumidos por esses participantes.

Quando o houngan usa o seu poder para exercer o mal, dá-se-lhe o nome de bokor. Há quem acredite que o bokor consegue fazer magia negra, recorrendo a bonecos para fazer mal às pessoas ou convertendo os mortos em zombis.

Por outro lado, existe o chamado Voodoo de Nova Orleans, que também se conhece pelo nome de hoodoo ou conjure, e trata-se de um tipo de magia que usa a porção afro-americana dda população dessa região dos EUA. Formou-se a partir do sincretismo e, por conseguinte, combina práticas da tradição de várias religiões, como é o caso das tradicionais de África e Europa, alguns conceitos e práticas dos livros de magia europeus denominados grimórios, e práticas próprias de certas tribos americanas.

Alguns aspectos do Voodoo são bastante controversos, e isto torna-o numa fonte irresistível de conteúdo para guionistas e narradores de todo o mundo, especialmente para géneros como o terror e o suspense. No entanto, como costuma acontecer quando uma crença ou disciplina é levada para a ficção, muitas das histórias que giram em torno do vudú estão repletas de erros no que diz respeito às bases e às práticas desta religião, o que não a beneficiou em nada.

Há outros termos usados, tais como vodun, vodou, vodum, vodu ou mesmo vudu. No entanto o termo “voodoo” é o mais comum, sendo mais popular na cultura americana, mesmo sendo esse visto como um termo ofensivo por aquelas comunidades que são diáspora africana.

Enquanto “vodou” é uma palavra usada na descrição da tradição vodu do Haiti, o termo “voodoo” descreve a tradição creole de New Orleans, por exemplo. Por outro lado, o “vudu da Luisiana” (conhecido também como New Orleans Voodoo) provém da diáspora africana, sendo o resultado da fala da língua francesa e o Creole pelos afro-americanos de Luisiana, nos Estados Unidos.