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Conceito de escama

O termo escama, procedente do vocábulo latino “sqama”, refere-se a uma lâmina epidérmica ou dérmica que cobre, parcial ou totalmente, o corpo de várias espécies de animais. As escamas se sobrepõem para isolar e proteger o organismo.

Os peixes são animais que possuem escamas. Nesse caso, a origem dessas lâminas achatadas é dérmica, surgindo na camada mesoderma. As características das escamas dos peixes variam tanto em estrutura quanto em forma e tamanho.

O processo de formação das escamas desses animais aquáticos começa após a consolidação do mesênquima, um tecido do embrião. Em seguida, ocorre a indução da morfogênese (quando se forma a papila epidérmica) e, finalmente, a chamada metamorfose tardia.

Nos peixes podemos encontrar diferentes tipos de escamas. Escamas cicloides (de bordas lisas) e ctenoides (dentadas) cobrem o corpo de cavalas, enguias espinhosas e outros animais. As escamas ctenoides, por outro lado, são divididas em ctenoides verdadeiras, espinoides e crenadas.

Escamas ganoides podem ser encontradas em peixes-espátulas e esturjões, por exemplo. Nos Sarcopterygii aparecem as escamas cosmoides. Raias e tubarões, por sua vez, têm escamas placoides.

Por outro lado, os répteis também apresentam escamas, mas de origem epidérmica e formadas por queratina. Essas escamas contribuem para a conservação da umidade no corpo, promovem a camuflagem, facilitam a locomoção e atuam como escudo. Nas serpentes, para citar um caso, elas minimizam a fricção e, portanto, reduzem a perda de energia no movimento.