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Conceito de positivismo

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Positivismo é o nome de uma corrente filosófica que despontou no século XIX a França. E ele defendia a ideia de que somente existiria uma forma de conhecimento, que seria o conhecimento científico (aquele produzido por meio de atividades científicas).

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Auguste Comte é considerado como o pai do positivismo

E é por meio do positivismo que se pode explicar sobre coisas que são consideradas práticas, como é o caso das relações sociais e das leis da física.

O que pregava o positivismo era que a sociedade se tratava de um organismo onde todas as partes existentes estariam interligadas e nenhuma poderia existir sem a outra, desse modo, não haveria uma existência independente para tais partes.

Desse modo, num estágio positivo o individualismo não teria voz, mas somente se teria espaço para o desenvolver do altruísmo e da solidariedade de uns com os outros numa sociedade.

No positivismo, se considera principalmente a observação dos fenômenos, sendo essa uma metodologia onde se observa e imagina os fatos, não levando em consideração (na realidade desconsiderado tudo) nenhum tipo de conhecimento que a ciência não possa comprovar.

A origem do positivismo

Mesmo que Auguste Comte seja reconhecido como o criador do positivismo, esse termo teria sido usado primeiramente por Claude-Henri de Rouvroy, um filósofo francês e também Conde de Saint-Simon, sendo que o termo teria sido empregado para determinar o cientificismo enquanto esse seria um método.

Cabe dizer que Auguste Comte foi um discípulo de Rouvroy. E Comte, que é conhecido até hoje como o “pai do positivismo”, teria aderido ao termo para denominar a sua corrente filosófica.

A obra de Comte, denominada de “O Curso de Filosofia Positiva” se trata do tratado metodológica positivista.

Como Comte teria vivido numa época onde o iluminismo estaria perdendo espaço e o cientificismo ganhava o seu.  E ali se cria que a força da intelectualidade era capaz de tudo.

Mas Comte teria falecido antes da publicação de “A Origem das Espécies”, por Charles Darwin, ou de Karl Marx ter escrito a obra “O Capital”, por isso Comte não teria sido influenciado por tais autores.

O filósofo vivia num período da história da França onde se tinham alternância entre os despotismos (formas de governo simplistas, sem necessidades para a criar leis ou constituições para nortear a sociedade) e as revoluções. E esse contexto fez com que houvesse um descontentamento na política e causou uma crise nos valores tradicionais.

Foi a partir de toda essa situação de Comte resolve responder, mesclando elementos de obras dos pensadores antigos e contemporâneos, o que resultou no positivismo.

Para esse filósofo, as sociedades eram desenvolvidas por meio de núcleos permanentes, tal como era o caso da família e da propriedade, quais teriam a função também de ajudar no progresso de uma sociedade.

Características do positivismo

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O positivismo possui diversos modelos científicos

Matemática, Física, Astronomia, Química, Biologia e Sociologia se tratam de modelos científicos para o positivismo, nos casos em que o mesmo seria classificado como uma doutrina política, filosófica e sociológica.

Contudo, o positivismo é ainda algo que aposta tudo na ciência, crendo que a razão seria algo omnipotente, mesmo que determine que os valores dos seres humanos se encontram num sentido inteiramente diferente dos valores da metafisica e da teologia.

O positivismo é ainda uma classificação do conhecimento e da ética voltada para quem defende o cientificismo, havendo uma desconfiança da introspecção (quando é feita a observação dos conteúdos que estão nos estados mentais, com a pessoa se tornando consciente dos mesmos) como forma de se chegar até o conhecimento.

Posto isso, não existe objetividade na informação que se obteve, do mesmo modo que acontece nos fenômenos que não são observáveis. Tais fenômenos, então, não poderiam ser acessados pela ciência, já que essa última tem seus fundamentos apenas nas teorias que os métodos científicos validados comprovaram. Com isso, apenas a experiência sensível (que é uma experiência empírica) seria a única a trazer dados concretos tanto por intermédio do meio físico quanto digital.

Leis dos três estados

É a chamada “Lei dos três estados” a que regeria o positivismo, sendo ainda a responsável por conduzir o modo de pensar dos seres humanos. E esses três estados são os seguintes:

– O teológico: aqui se tem um estado onde as pessoas buscam respostas para o mundo real através das entidades supranaturais (superiores as forças da natureza);

– O metafísico: aqui se tem a realização da substituição dos deuses por entidades que são abstratas a fim de se fazer uma explicação da realidade;

– E, ainda, há o chamado positivo da humanidade: aqui o que ocorre é basicamente a dominação de leis de causa e efeitos, se fazendo explicações sobre o “como” das coisas, mas não os “porquês”.

E há ainda outros tipos de positivismo, como é o caso do positivismo jurídico, que se trata do direito que foi imposto pelas vontade dos seres humanos, e o positivismo religioso, por exemplo, que traz muitos símbolos, vestes litúrgicas, dias sagrados, sacramentos e outros elementos.

Citação

SOUSA, Priscila. (22 de Dezembro de 2022). Conceito de positivismo. Conceito.de. https://conceito.de/positivismo