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Conceito de renina

Renina é o nome de uma enzima segregada por determinadas células renais. Cabe lembrar que as enzimas são proteínas que se encarregam de catalisar reacções metabólicas, actuando sobre diversas moléculas.

Conhecida também como angiotensinogenasa, esta enzima é segregada quando o organismo experimenta uma volemia reduzida (isto é, regista um volume de sangue circulante baixo) ou hipotensão (baixa pressão arterial). A renina permite a activação do chamado sistema renina-angiotensina, que contribui para a regulação dos fluídos extracelulares e da pressão do sangue.

É nas células chamadas de justaglomerulares (também chamadas de células JG ou de células granulares) onde ocorre a sintetização, o armazenamento e a liberação da renina. Assim, essas células são responsáveis por formar a renina, sendo essa a principal função delas. Nos seres humanos, o gene da renina possui dez exons e nove introns.

O que é chamado de renina-angiotensina ou renina-angiotensina-aldosterona (ou ainda “sistema renina-angiotensina-aldosterona”) é composto por enzimas, receptores e peptídeos, elementos que atuam principalmente no controle da pressão arterial e do volume de líquidos que estão na parte exterior da célula (extracelular).

As células especializadas do rim podem secretar renina madura ou prorenina. No seu estado maduro, esta enzima dispõe de 340 aminoácidos, segundo registaram os cientistas.

Aquilo que a renina faz é aumentar o nível de angiotensinógeno no fluxo sanguíneo, algo que deriva no aumento da pressão arterial (combatendo, deste modo, a hipotensão). O processo, por sua vez, permite um melhor controlo do equilíbrio orgânico naquilo que se refere aos sais e aos fluídos.

Para a liberação da renina, existem alguns fatores que são considerados como clássicos para tal, sendo eles: a mácula densa (componente do aparelho justaglomerular que possui forma tubular e que possui sensibilidade ao sódio), o mecanismo barorreceptor renal (receptor vascular intra-renal que fica na arteríola aferente) e a inervação simpática renal. Há ainda fatores humorais (que promovem uma maior ou uma menor liberação da renina na circulação) que podem atuar nesse processo.

O nível de renina no organismo pode medir-se através de uma análise ao sangue. É provável que o médico sugira não tomar, por uns tempos, fármacos que possam influenciar no resultado da análise, como medicamentos para controlar a pressão arterial, contraceptivos, vasodilatadores ou diuréticos. Por outro lado, recomenda-se minimizar o consumo de sal nos dias anteriores às análises.

Da mesma forma, deve-se ter em conta que as análises de sangue que são realizadas para conhecer a renina, podem ficar alteradas no caso de se tratar de uma mulher que esteja grávida. E tudo isso sem esquecer que também o resultado pode ser diferente consoante a hora em que tenha sido feito ou mesmo a posição em que se encontra a pessoa que o realiza.
Para além de tudo ao que foi exposto acima, com base nessas análises, há que conhecer outros aspectos de grande interesse:
-Regra geral, considera-se que a renina é a adequada se os resultados comportarem valores situados entre os 0,2 e os 3,3 ng/mL/hora.

-Quando se indica que há níveis baixos dessa enzima é porque são originados por causas como o facto de a pessoa andar a fazer um tratamento com esteróides, ter hipertensão arterial, andar a fazer tratamento com uma hormona antidiurética ou cujo corpo esteja a segregar grandes quantidades da chamada hormona aldosterona.

-Caso esses níveis estejam altos, o médico em questão levará a cabo um estudo para conhecer quais das possíveis causas são as responsáveis dos mesmos: pressão arterial bastante alta, um quadro de desidratação, uma hemorragia, as glândulas supra-renais não produzirem suficientes hormonas, a existência de um tumor renal, estar-se perante um caso de cirrose, insuficiência cardíaca…

De acordo com os resultados de um exame de renina, o médico poderá detectar a hipertensão primária e receitar os medicamentos apropriados para o seu tratamento.

Há um fármaco conhecido como “inibidor da renina” ou mesmo “inibidor direto da renina” (IDR), o objetivo dele é modular a produção de angiotensina I (peptídeo que integra o sistema renina-angiotensina-aldosterona) através do angiotensinogênio. Essa tem sido uma recente forma de tratamento para a hipertensão arterial, o qual é comercializado pelo princípio ativo alisquireno.

Em suma, o sistema renina-angiotensina-aldosterona (que recebe a sigla SRAA) tem a função não apenas de regular a pressão arterial, mas também fazer o balanço de sódio e o hídrico.

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