
Satélite (do latim satelles), a nível astronómico, é um termo que possui dois tipos de conceitos. Por um lado, o conceito refere-se ao corpo celeste opaco que brilha graças à luz que reflete o Sol e que gira em torno de um planeta primário. Por outro lado, os satélites artificiais são veículos que gravitam em torno da Terra ou de outro astro, e que transportam equipamentos para recolher informação e retransmiti-la. Este tipo de satélites pode dispor ou não de tripulação.
O único satélite natural da Terra é a Lua cujo diâmetro é de 3.476 quilómetros e se encontra a 384.400 km. de distância do nosso planeta. Por extensão, aos satélites naturais de qualquer planeta costuma-se dar-lhes o nome de luas.
Quando um planeta e o seu satélite apresentam massas similares, os especialistas aí referem-se a um sistema binário, em vez de a um objeto primário e respectivo satélite. É o caso de Plutão e do seu satélite Caronte.
Os satélites do Sistema Solar podem classificar-se em satélites pastores (quando mantêm algum anel no seu lugar), satélites co-orbitais (quando giram numa mesma órbita), satélites asteróides (encontram-se em volta de asteroides) ou satélites troianos (quando um planeta e um satélite têm outros satélites nos pontos de Lagrange).
Relativamente aos satélites artificiais, pode-se dizer que são naves espaciais que são enviadas para o espaço através de um veículo de lançamento. Uma vez completado o seu tempo de vida útil, é possível que fiquem a orbitar como lixo (poeira) espacial.
Satélites artificiais
Os satélites artificiais são estruturas criadas pelo homem e lançadas ao espaço para orbitar a Terra ou demais corpos celestes. Eles possuem diversas funções, tais como: permitir comunicações e navegação por GPS, observação climática, pesquisa científica e mais.
Desde o lançamento do Sputnik 1, no ano de 1957, os satélites tornaram-se cruciais para a vida moderna, gerando impacto em áreas como telecomunicações, meteorologia, defesa e também no entretenimento digital.
Tipos de órbitas

Cada satélite é posto em uma órbita específica, definida de acordo com o seu objetivo e o tipo de missão.
Órbita Geoestacionária (GEO)
A órbita geoestacionária se trata de uma das mais conhecidas. Localiza-se a cerca de 35.786 km de altitude sobre o equador e é responsável por manter o satélite girando na mesma velocidade da rotação da Terra. Com isso se tem a sensação de que ele está “fixo” num ponto no céu, possibilitando a cobertura contínua de uma mesma região.
Essa órbita é muito utilizada em satélites de comunicação, meteorologia, televisão e, ainda, transmissão de dados.
Órbita Elíptica
A órbita elíptica possui formato ovalado e faz o satélite se aproximar e se afastar da Terra no percurso. Essa variação permite observações prolongadas de certas regiões, especialmente nas altas latitudes.
Um exemplo clássico é a órbita Molniya, utilizada por satélites russos visando garantir comunicação estável em áreas que estejam próximas ao polo Norte.
Órbita Polar
Os satélites em órbita polar movem-se sobre os polos Norte e Sul, cobrindo toda a superfície do planeta enquanto a Terra gira.
Esse tipo de órbita é essencial e apropriada para satélites meteorológicos, ambientais e também de mapeamento, dado que oferece uma visão global detalhada, importante para o monitoramento climático e geográfico.
Órbita Baixa da Terra (LEO)
A Low Earth Orbit (LEO), ou órbita baixa, encontra-se entre 160 km e 2.000 quilômetros de altitude.
Satélites em LEO são usados com o objetivo de observar a Terra, para vigilância, pesquisas espaciais e redes de internet via satélite, a exemplo do projeto Starlink. Por estarem próximos da Terra, eles possuem transmissão rápida e imagens de alta resolução, porém dispõem de uma vida útil mais curta por causa do atrito atmosférico.
Órbita Média da Terra (MEO)
Na Medium Earth Orbit (MEO), localizada entre 2.000 e 35.786 km, estão os satélites de navegação global, como o GPS (EUA), GLONASS (Rússia), Galileo (Europa) e também BeiDou (China).
Essas órbitas concedem um equilíbrio entre cobertura ampla e precisão de sinal, sendo importantíssimas para os sistemas de transporte, aviação e também geolocalização.
Órbita Alta da Terra (HEO)
Acima da geoestacionária encontra-se a High Earth Orbit (HEO), ou órbita alta, usada pelos satélites científicos e astronômicos. Esses satélites observam o espaço profundo, coletando dados sobre estrelas, galáxias e, ainda, sobre fenômenos cósmicos sem que haja interferência da atmosfera terrestre.
Satélite no figurativo
Por fim, em termos gerais, um satélite é uma pessoa (em sentido figurado, neste caso) ou algo (um local, uma nação ou uma instituição, por exemplo) que vive na dependência de outro(a) e que está submetido(a) à sua influência.
Equipe editorial de Conceito.de. (8 de Junho de 2012). Atualizado em 7 de Novembro de 2025. Satélite - O que é, tipos, conceito e definição. Conceito.de. https://conceito.de/satelite