Conceito.de

Conceito de antagonismo

Escutar o artigo

Antagonismo é a qualidade do que é contrário a algo ou alguém. Também pode ser descrito como uma tendência para um comportamento que é opositivo.

antagonismo
O antagonismo é caracterizado pela oposição forte de ideias

O termo antagonismo é proveniente do grego, antagonistes, tendo o significado de “rival” ou “adversário”. Posto isso, o termo possui a mesma origem de antagonista.

É caracterizado como antagonismo a falta de ideias que são compatíveis entre si. O que pode levar a discórdia entre duas ou mais pessoas ou entre grupos, por exemplo. Veja um exemplo na frase a seguir:

– Existe um antagonismo que é visto como habitual entre os governadores desses estados.

No exemplo acima, é possível verificar que existe uma espécie de rivalidade entre esses dois governadores. A relação deles é descrita como uma relação onde existe um desentendimento.

Desse modo, uma relação de antagonismo é quando duas pessoas ou grupos possuem ideias distintas e podem até mesmo discutir sobre isso.

É comum que haja antagonismo na política e que, em muitos dos casos, ele aconteça de modo extremo. Há casos onde até mesmo a liberdade é afetada por isso.

Antagonismo em sentido figurativo (antagonista)

conceito de antagonismo
A história de Davi e Golias mostra um exemplo popular da existência de um antagonista

Há ainda o antagonismo usado em sentido figurativo para descrever a relação entre personagens.

Nesse caso, há um personagem principal com seus ideais e há o antagonista, que é um personagem com ideais opostos ao do protagonista, seja por assim o acreditar ou apenas por puro prazer em ir contra os planos desse personagem principal.

Geralmente, o antagonista é retratado como um vilão, que tenta a todo custo frustrar os planos do personagem principal (protagonista). Esses antagonistas possuem a tendência de atuarem sempre de maneira contrária ao que o protagonista atua.

Tomemos como exemplo os contos clássicos como Chapeuzinho Vermelho, A bela adormecida, etc., ou mesmo em histórias da bíblia como a de Davi e Golias, onde temos os protagonistas tentando seguirem suas vidas normalmente, mas eles são impedidos disso pelos antagonistas que, com ideias contrárias as suas, traçam planos para conseguirem que tudo seja como eles querem.

Como boa parte das histórias (sejam elas em livros, filmes, séries, desenhos, etc.) envolvem algum tipo de conflito, então quase sempre há um antagonista, que pode ou não ser caracterizado como um ser humano (veja o exemplo da história de Chapeuzinho Vermelho, onde o antagonista é o lobo).

O antagonista de uma história pode ser ainda um grupo de pessoas, uma força ou mesmo uma ideia que vá contra os ideais do personagem principal. Podemos tomar como exemplos de antagonistas que não são seres humanos os seguintes: um fantasma, um animal que fala, um zumbi, um vampiro, uma casa que possui vida própria, etc.

Em alguns casos, há como antagonista uma figura que é passiva, atrapalhando algumas ações do protagonista, mas não estando a todo momento ali.

Assim, quando há antagonismo numa história, a pessoa, grupo ou ideia que toma essa função está ali para gerar complicação na jornada do personagem principal.

Antagonismo fisiológico (farmacologia)

O uso do termo acontece também em farmacologia, com a aplicação de “antagonismo fisiológico” para se referir ao momento em que dois fármacos (que são agonistas) com a capacidade de anularem-se de forma mútua, acabam interagindo entre si. Tal fato acontece em compostos químicos que ligam-se a certos receptores neurológicos, mas que não conseguem fazer a ativação desses. A esse é também dado o nome de neutralização.

É importante entender que os receptores que são citados são classificados em dois grupos, sendo: receptores intracelulares, que, como o próprio nome já sugere, tratam-se daqueles que existem no interior da célula, e há também os receptores de superfície celular, que localizam-se na chamada membrana plasmática.

Tipos de antagonismos em farmacologia

Há ainda o que é chamado de antagonismo farmacocinético, que é quando o antagonista faz a redução do fármaco ativo no lugar onde o mesmo atua, um exemplo de como isso pode acontecer seria quanto a velocidade com a qual a droga é absorvida no trato gastrintestinal diminuísse.

Existe também o antagonismo não competitivo, que se trata de quando faz-se o bloqueio da resposta de um dos agonistas num dado ponto.

Há também o antagonismo competitivo irreversível: se há uma ligação firme, então essa ligação não consegue ser facilmente desfeita, por isso que é caracterizado como irreversível, pois não se consegue revertê-la.

Por fim, podemos ainda falar sobre o antagonismo que é chamado de antagonismo fisiológico, esse faz a representação de dois agentes que geram efeitos distintos num dado sistema biológico, fazendo a atuação em distintos receptores.

Cabe dizer que há tanto fármacos que são antagonistas quanto também os que são agonistas. Esse últimos tratam-se de fármacos que usam a ligação (com o receptor) com o objetivo de fazer com que haja a ativação do receptor por meio do agonista. Em outras palavras, ele proporciona alteração no seu receptor. É também importante mencionar que esses fármacos agonistas possuem tipos distintos, tais como completos, exógenos, parciais, reversíveis, entre outros.

Citação

SOUSA, Priscila. (25 de Abril de 2022). Conceito de antagonismo. Conceito.de. https://conceito.de/antagonismo