Conceito de flutuação


Set 10, 12

Do latim fluctuatĭo, a flutuação é o acto e as consequências de flutuar. Este verbo faz referência à oscilação (incrementar e reduzir alternadamente) ou à vacilação. O conceito tem várias aplicações dependendo do contexto.

Na área das finanças, a flutuação é a perda monetária que se produz devido à redução de uma determinada quantidade de mercadorias ou pela actualização do stock. Trata-se da diferença entre o que reflectem os livros dos inventários e a existência real (física) dos bens.

Conhece-se como merma a perda concreta e material dos produtos, ao passo que a flutuação se relaciona com a perda monetária por essa variação. A flutuação reflecte em dinheiro, por conseguinte, a diferença entre aquilo que se tem e aquilo que se estava a contar a avaliar pelos inventários.

Pode-se distinguir dois grandes tipos de flutuações. A flutuação regular, igualmente conhecida como flutuação cíclica, tem lugar quando existem períodos estacionários (etapas de crescimento sucedem-se a épocas de contracção). A flutuação irregular, em contrapartida, é determinada por modificações que não são periódicas e que obedecem a alterações que não são habituais.

As alterações no mercado de divisas também são consideradas flutuações. O conceito, neste caso, permite fazer alusão às modificações no valor de uma moeda em comparação a outra(s). Esta flutuação costuma depender dos bancos centrais de cada país, das acções políticas e do estado vigente do comércio internacional.

Por fim, conhece-se por flutuação a hesitação que leva uma pessoa a vacilar e a não resolver uma situação.