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Conceito de poliarquia

Poliarquia é uma noção que deriva da língua grega e que se refere ao governo desenvolvido por muitas pessoas. Devido a esta amplitude do seu significado etimológico, o termo é usado de diversas formas.
No seu sentido mais amplo, pode-se associar a poliarquia à democracia, que é o governo do povo: dado que o povo implica a totalidade das pessoas (isto é, é formado por muitas pessoas), se este exerce o governo, pode-se dizer que é uma poliarquia.

Porém, como a democracia é representativa (o povo governa através dos seus representantes, que são eleitos através das eleições), há quem defenda que os regimes democráticos atuais não constituem, na realidade, uma poliarquia.

Esta mesma corrente de pensamento proclama que a poliarquia deve ser, na realidade, uma forma de governo que permita substituir a actual concepção de democracia, onde as autoridades formam uma elite. Para aqueles que fomentam esta maneira de entender a poliarquia, as decisões sobre os temas públicos devem ser tomadas a partir do diálogo e não através da coerção exercida por autoridades que estão situadas acima do povo.

A poliarquia difere, por exemplo, da monarquia que trata-as de uma forma de governo onde existe um monarca que atua como chefe de Estado até sua morte ou até a abdicação do mesmo.

Definitivamente, a poliarquia tem um significado concreto a nível teórico que é impossível de levar à prática. Por isso, pode-se considerar como um ideal. As formas de governo mais próximas da poliarquia são aquelas que permitem a participação ativa do povo na tomada de decisões, respeitando os direitos de todos os cidadãos e garantindo a liberdade individual.

A poliarquia é vista como uma oportunidade do povo contestar e não ter sua liberdade ofuscada. Sem a existência dessa contestação e também participação na política liberdades como a de expressão, a de ouvir outras pessoas ou a do voto secreto, por exemplo, não existiriam ou seriam comprometidas.

Mas, ainda, com isso, houveram mudanças também por parte dos líderes políticos. Esses, por sua vez, tiveram seu perfil adaptado segundo as necessidades do povo que eles pretendem representar. E como resultado, novos grupos tiveram as suas necessidades reconhecidas e atendidas.

Para o cientista político Robert Dahl, existem três tipos de poliarquias, sendo elas: oligarquia competitiva, hegemonia fechada e hegemonia inclusiva.

A hegemonia fechada trata-se de um estágio da poliarquia que é mais distante, na realidade é o mais longe. Nele a competição pelo poder é pouca ou inexistente, bem como a participação do governo também.

Por outro lado, tem-se a oligarquia competitiva em que o poder é disputado tendo condições relativas de igualdade, mas essa competição acontece entre uma minoria das elites fechadas ou mesmo excluindo boa parte da população nesse processo.

Por fim, a hegemonia inclusiva é aquela em que um mesmo grupo mantém-se no poder e não há uma margem para a existência de uma competição justa, no entanto a população pode participar numa pequena parcela disso.