Conceito de remessa


Out 21, 14

Alguns termos têm um significado bastante vasto, mas o seu uso habitual fica limitado a uma acepção. Isso não quer dizer que os restantes significados estejam errados ou não se usem nunca, mas que uma determinada definição é a mais utilizada pelas pessoas na sua vida quotidiana.

É o que acontece com o termo remessa, um conceito que deriva do latim remissa e que está associado ao envio de algo a partir de um lugar para outro diferente. Ainda que possa fazer referência a diversos objectos, o mais frequente é que a palavra se use para evocar a quantidade de dinheiro que os emigrantes mandam para as suas famílias, que continuam a viver na sua terra natal.

Exemplos: “O tio Arnaldo avisou-me que fez a remessa”, “Boa parte dos ingressos deste país provêem das remessas que fazem aqueles trabalhadores que emigraram”, “Não te preocupes: mandar-te-ei uma remessa para que possas pagar a dívida”.

As remessas surgiram depois da Revolução Industrial e, sobretudo, a partir da globalização, quando milhões de pessoas começaram a mudar-se e a trabalhar em países diferentes aos da sua origem. Como muitos destes trabalhadores viajam sozinhos, o dinheiro que ganham é enviado às suas famílias que continuam a viver na sua nação. Deste modo, as remessas multiplicar-se-ão.

Convém destacar, retomando o que dizíamos no início deste artigo, que uma remessa pode ser outro tipo de envio que não implique dinheiro. Assim, pode-se falar de uma “remessa de documentos” ou uma “remessa de mercadoria”.