Conceito de poder de aquisição


Mai 07, 15

O conceito de poder tem vários usos. Pode-se usar para mencionar a capacidade para concretizar uma acção ou cumprir um objectivo. De aquisição, por sua vez, refere-se àquilo que permite adquirir (comprar, obter) algo.

O poder de aquisição (ou poder de compra), portanto, é a disponibilidade de recursos que tem uma pessoa para satisfazer as suas necessidades materiais. Noutros termos, o poder de aquisição está relacionado com os rendimentos do sujeito para realizar a compra de bens ou a contratação de serviços.

Exemplos: “Desde que o João perdeu o trabalho, o nosso poder de aquisição reduziu substancialmente”, “O poder de aquisição das pessoas cai a cada dia que passa por causa da inflação”, “A Marta é uma mulher de muito poder de aquisição, que se pode dar a qualquer luxo”.

É importante ter em conta que o poder de aquisição não está associado unicamente com os rendimentos (que se podem formar com o salário, os ganhos de uma actividade comercial, a rentabilidade de um investimento, etc.). O preço dos produtos e dos serviços é um ponto determinante para estimar o nível de poder de aquisição.

O poder de aquisição também varia de acordo com a região. O indivíduo que tem um bom poder de aquisição num país X pode perdê-lo se for viver para a nação Y, onde o custo de vida é maior.

No plano psicológico, o poder de aquisição pode ser determinante para a saúde e a felicidade de uma pessoa se tiver um perfil que dê ao dinheiro uma grande importância na sua lista de prioridades. Por exemplo, alguém que por determinadas razões, não tenho tido estabilidade durante a sua infância por questões económicas, pode tornar-se num adulto que procure empregos com salários elevados, para evitar voltar à situação que lhe causava insegurança no passado.

Da mesma forma, um bom poder de aquisição pode ser usado como arma de ostentação por aquelas pessoas que precisam de chamar à atenção das pessoas que a rodeiam, uma vez que não sabe chegar aos demais de forma agradável e tranquila. A insegurança pode levar um indivíduo a crer que nada daquilo que faz é importante ou interessante; perante essa realidade, o dinheiro costuma ser a ferramenta ideal para “comprar amizades”, embora também possa ser usado para provocar inveja.

Os meios de comunicação são em grande parte os responsáveis de que muita gente sinta que não tem um poder de aquisição satisfatório mesmo quando isso não corresponda à verdade. Face ao constante bombardeio de produtos e serviços que a Internet, a televisão, a rádio e a imprensa escrita tentam fazer-nos acreditar que precisamos, torna-se cada vez mais difícil centrar-se e analisar objectivamente se estamos conformes com a nossa vida e com os nossos rendimentos económicos.

Isto leva-nos à seguinte reflexão: nem todos precisamos o mesmo poder de aquisição; por outras palavras, nem sempre é possível catalogar um poder de aquisição de bom ou mau, uma vez que a sua efectividade depende de diversos factores, entre os que destacam as preocupações e as ambições de cada pessoa. É justo dizer que se alguém conta com o dinheiro suficiente para levar a vida que deseja, então o seu poder de aquisição é bom.